Dissidentes norte-coreanos na Coreia do Sul lançam panfletos sobre a fronteira


Grupo também enviou pendrives, com episódios de novelas e músicas da Coreia do Sul, e notas de um dólar, que estimulam as pessoas a recolher o material. Ação aumenta a tensão na península. Balão carrega faixa com retratos do líder norte-coreano Kim Jong-un, Kim Il Sung e Kim Yo Jong (irmã de Kim Jong-un) é encontrado em uma árvore depois de ser lançado por ativistas em Hongcheon, cidade do sul perto da fronteira com a Coreia do Norte
Yonhap / AFP
Ativistas norte-coreanos refugiados na Coreia do Sul anunciaram nesta terça-feira (23) o lançamento, através da fronteira, de mais balões com panfletos contra o governo de Pyongyang, um gesto que provoca o aumento da tensão bilateral.
Nas últimas semanas a Coreia do Norte fez uma série de acusações à Coreia do Sul pelo envio dos panfletos, atitude que Pyongyang considera uma ofensa ao líder Kim Jong-un.
Como resultado da tensão, o Norte interrompeu o diálogo com o Sul e na semana passada destruiu a sede de um escritório de relações entre os países. Também ameaçou reforçar a presença militar na área da Zona Desmilitarizada.
As autoridades do Sul tentaram bloquear o lançamento dos panfletos através da fronteira, mas o grupo ativista ‘Fighters for Free North Korea’ anunciou que enviou 20 balões a partir da cidade fronteiriça de Paju na segunda-feira (22) à noite.
Além de meio milhão de folhetos, o grupo também enviou mil pendrives, que geralmente contêm episódios de novelas e músicas da Coreia do Sul, e 2 mil notas de um dólar, que estimulam as pessoas a recolher o material.
“Os panfletos voaram para o Norte com o vento do Sul”, disse o líder do grupo, Park Sang-hak, que prometeu a continuidade das ações.
A Coreia do Norte ameaça adotar represálias com a mesma estratégia: a agência oficial KCNA informou na segunda-feira que 12 milhões de panfletos foram produzidos e que 3 mil balões estavam prontos para o envio ao Sul.
As duas Coreias costumavam trocar propaganda com frequência, mas concordaram em interromper as provocações durante uma reunião de cúpula em 2018.
As relações intercoreanas estão paralisadas desde o fracasso de uma reunião em Hanói entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de 2019.
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, inicialmente negociou um diálogo entre Pyongyang e Washington, mas o Norte agora o culpa por não persuadir o governo dos Estados Unidos a flexibilizar as sanções econômicas.
Fonte: MUNDO

Aqui você pode expressar sua opinião livremente.