Percentual de famílias com dívidas cai pelo 2º mês seguido, mas inadimplência aumenta


Taxa de famílias com dívidas ou contas em atraso subiu para 24,1% do total contra 23,8% em janeiro e 23,1% há 1 ano atrás. O percentual de famílias com dívidas no país caiu de 65,3% em janeiro para 65,1% em fevereiro, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (2) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Trata-se da segunda queda mensal seguida no indicador, que retornou ao nível de novembro do ano passado.
Houve alta, porém, em relação a fevereiro de 2019, quando o indicador registrou taxa de 61,5%.
O indicador considera dívidas os compromissos assumidos com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.
Percentual de famílias com dívidas
Economia G1
O destaque negativo em fevereiro foi que aumentou o percentual de famílias inadimplentes, ou seja, com dívidas ou contas em atraso, que subiu para 24,1% contra 23,8% em janeiro e 23,1% há 1 ano atrás.
Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, tendem a permanecer inadimplentes, passou de 9,6% para 9,7% em fevereiro. Em fevereiro do ano passado, o índice estava em 9,2%.
“A capacidade de pagamento é influenciada pela sazonalidade observada no primeiro trimestre, com gastos adicionais com impostos e taxas, matrícula e material escolar, além de reajustes de tarifas e serviços, o que implica um número maior de famílias que pode encontrar dificuldades para pagar as contas em dia nesse período”, afirmou a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira.
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Principais dívidas
O cartão de crédito foi mais uma vez apontado como o principal tipo de dívida, sendo citado por 78,6%, seguido por carnês (16,6%) e financiamento de carro (8,9%).
“Para famílias com renda superior a dez salários mínimos, o cartão de crédito se mantém em primeira posição (76,9%), seguido por financiamento de veículos (19,1%) e financiamento de casa (16,9%)”, destacou a CNC.
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Fonte: ECONOMIA

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