Ministro da Saúde diz que pedirá ao Congresso o 'máximo de liberdade' para executar o Orçamento


País mantém o total de 2 casos confirmados, sem nenhuma morte. No mundo, total de mortes passa de 3 mil em quase 90 mil casos confirmados. Passageira usa máscara em metrô de São Paulo, em foto do dia 28 de fevereiro
Amanda Perobelli/Reuters
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta segunda-feira (2) que vai pedir ao Congresso o “máximo de liberdade” para executar o Orçamento da pasta. Ele afirmou que não planeja pedir agora verba extra, mas disse que pedirá que os parlamentares a parceria na execução das despesas, já que neste ano houve mudanças no formato da execução orçamentária.
No ano passado, o Congresso aprovou uma proposta de emenda à Constituição que ampliou o poder dos parlamentares – e reduziu o do governo – de decidir onde investir os recursos públicos federais e fazer remanejamentos.
“Irei ao Congresso, na próxima semana, para pedir que possamos executar o orçamento em caso de epidemia. A Saúde vem tendo ações de orçamento impositivo que já soma um valor bem expressivo”, disse Mandetta.
O ministro usou um exemplo para explicar possíveis situações que a pasta pode enfrentar no combate ao coronavírus. “Temos 46 mil equipes de saúde da família, isso é um diferencial que poucos países têm, mas para funcionarem até as 22h, por exemplo, precisamos de mais recursos”
Balanço dos casos
O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (2) que o Brasil tem 433 casos suspeitos de novo coronavírus (Sars-Cov-2). Nenhum novo caso foi confirmado neste novo balanço e o país permanece com dois casos confirmados da doença Covid-19. Os dois infectados são brasileiros que estiveram recentemente na Itália. Os dois seguem em isolamento domiciliar.
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O atual número de casos representa um aumento de 71%. De acordo com o ministério, o balanço não foi atualizado ao longo do fim de semana, o que teria contribuído para o salto. No domingo, o número de casos suspeitos era de 252. Ao todo, 162 casos foram descartados desde o início do monitoramento.
O ministério não apontou nenhum “caso provável”, que é uma nova categoria incluída pela pasta entre as possíveis em seus balanços. Um caso provável será aquele do paciente que apresentar sintomas e tiver tido contato direto com uma pessoa que teve Covid-19 confirmado.
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Mortes pelo mundo
O balanço mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apresenta dados de domingo (1º), apontava 2.977 mortes causadas pelo coronavírus. Somando as mortes noticiadas nesta segunda desde o boletim da OMS, houve cerca de 3.030 mortes entre quase 90 mil casos confirmados da doença no mundo.
Vacina contra outras doenças
Não há vacina contra o coronavírus. Apesar disso, o ministério reforçou a importância de que todo o público alvo seja vacinado na campanha regular contra a gripe. Isso porque, entre os casos descartados no atual monitoramento, há 27 casos de Influenza, que já pode ser evitada com a vacinação.
Neste ano, o governo antecipou a campanha de vacinação da gripe no Brasil: o início está previsto para 23 de março. Serão distribuídas 75 milhões de doses no período de vacinação.
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Fonte: SAUDE

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