Eneva propõe combinação de negócios com AES Tietê


Fusão pode resultar na segunda maior empresa privada de geração de energia listada no Brasil. Negócio pode envolver R$ 2,75 bilhões mais ações. Complexo Parnaíba, localizado em Santo Antônio dos Lopes (MA), é um dos ativos da Eneva de geração de energia termelétrica
Divulgação
A elétrica Eneva enviou à geradora AES Tietê uma proposta de combinação de negócios entre as companhias que resultaria na criação de uma “gigante no setor de geração” no Brasil, informou a empresa controlada pelo grupo norte-americano AES em comunicado nesta segunda-feira (2).
A operação seria implementada por meio da incorporação da ações da AES Tietê pela Eneva, em estrutura que contemplaria a entrega de ações da Eneva aos acionistas da AES Tietê e pagamento de uma parcela em dinheiro de R$ 2,75 bilhões.
Os acionistas da AES Tietê receberiam no negócio um total de 91,9 milhões de ações da Eneva, equivalentes a 22,58% do capital social da companhia, em relação de troca que segundo a empresa representa prêmio de 13,3% sobre o preço de fechamento das ações da AES Tietê no pregão anterior à oferta.
Isso equivaleria a 0,0461 ações ordinárias da Eneva para cada ação ordinária ou preferencial da AES Tietê, ou 0,2305 por unit da AES Tietê, mais os recursos em dinheiro. Os papéis da Eneva fecharam a R$ 42,75 cada na sexta-feira, enquanto as units da AES Tietê encerraram a R$ 15,21 cada.
A AES Tietê disse que analisará a oferta “de forma detalhada, mantendo o mercado informado sobre eventuais desdobramentos”.
Já a Eneva defendeu em comunicado que a operação criaria uma empresa com “sólido portfólio de ativos, recursos complementares e potencial de se beneficiar se significativas sinergias operacionais e financeiras”.
A Eneva possui operações focadas em termelétricas a gás natural, com portfólio que soma 2,8 gigawatts em capacidade instalada, dos quais 78% já operacionais, além de possuir áreas próprias de exploração de gás natural.
Já a AES Tietê opera principalmente hidrelétricas e mais recentemente passou a apostar na expansão por meio de usinas eólicas e solares. A companhia possui 3,35 gigawatts em capacidade instalada total, com projetos em implementação que a levarão a alcançar 3,9 gigawatts.
Na oferta enviada à AES, a Eneva disse que a unificação das bases acionárias das empresas “resultaria na segunda maior empresa privada de geração de energia listada no Brasil, refletindo em crescimento significativo da liquidez das ações”.
“Entendemos que a combinação de negócios e a união dos talentos e forças da Eneva e da AES Tietê representam uma oportunidade única para as empresas e seus acionistas”, afirmou.
A proposta de combinação dos negócios terá validade de 60 dias e está condicionada à não ocorrência de “alterações adversas relevantes nas condições de mercado ou nos negócios das companhias”, segundo o documento.
Fonte: ECONOMIA

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