Governo da Síria retoma região que era controlada por rebeldes desde 2012


O governo sírio lançou em dezembro de 2019 uma grande ofensiva no noroeste do país para retomar áreas dominadas por rebeldes. Pelo menos 400 civis morreram, segundo o OSDH, e cerca de 900 mil pessoas foram deslocadas. Crianças sírias dentro de um veículo, na região de Idlib, em 25 de fevereiro de 2020
Abdulaziz Ketaz / AFP
Os militares do governo da Síria recuperaram o controle da cidade de Kafranbel, no sul da província de Idlib, na terça-feira (25).
Esse foi um dos primeiros municípios que se uniram aos protestos contra o governo do país. Depois das manifestações, em 2011, a Síria entrou em guerra civil.
Apoiadas pela aviação russa, as tropas de Bashar al-Asad, o presidente do país, retomaram a cidade e outras 18 localidades no sul da província de Idlib nas últimas 48 horas, segundo a ONG Observatório de Direitos Humanos da Síria (OSDH).
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O OSDH anunciou que houve a morte de pelo menos 19 civis nos bombardeios do regime sírio, em duas cidades localizadas cerca de 55 km ao norte de Kafranbel.
Kafranbel passou em 2012 para o controle dos rebeldes, que também dominam uma parte da província de Idlib em conjunto com um grupo de extremistas muçulmanos, o Hayat Tahrir al-Sham (HTS, antigo braço sírio da Al Qaeda).
Mapa mostra localização de Kafranbel, na Síria
G1
Ofensiva do governo contra rebeldes
O governo sírio, com o apoio da aviação russa, lançou em dezembro de 2019 uma grande ofensiva no noroeste do país. Pelo menos 400 civis morreram, segundo o OSDH, e cerca de 900 mil pessoas foram deslocadas, segundo a ONU –é o maior êxodo em tão pouco tempo desde o início da guerra na Síria, em março de 2011.
Fator Turquia
Além dos rebeldes, há também presença de militares da Turquia na Síria. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta quarta-feira (26) que não dará um passo atrás em Idlib.
“Não daremos um passo atrás, vamos empurrar o regime (sírio) para além das fronteiras que estabelecemos”, disse Erdogan em um discurso em Ancara.
Desde o início de fevereiro, pelo menos 17 soldados turcos morreram em confrontos com as forças governamentais sírias em Idlib, sob controle jihadista e rebelde.
Além disso, vários postos de observação turcos, que Erdogan considerava protegidos por seus acordos com o governo da Rússia, estão rodeados por tropas sírias em áreas que passaram a ser novamente controladas por Damasco.
Fonte: MUNDO

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