Julian Assange vai pedir asilo na França, diz advogado


O fundador do WikiLeaks está preso na Inglaterra e enfrenta um pedido de extradição aos EUA, onde ele enfrenta 18 processos criminais. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deixa a Corte de Magistrados de Westminster, em Londres, em 13 de janeiro
Reuters/Simon Dawson
Julian Assange, o fundador do WikiLeaks que está preso no Reino Unido e que luta contra uma extradição para os Estados Unidos onde pode enfrentar prisão por espionagem e entrar ilegalmente em computadores, pode buscar asilo na França, disse seu advogado Eric Dupond-Moretti nesta sexta-feira (21).
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Dupond-Moretti afirmou à radio Europe 1 que o time legal de Assange entraria em contato com o presidente Emmanuel Macron para tentar apresentar os argumentos.
Assange disse que seu filho mais novo e a mãe dele são franceses.
Os advogados de Assange afirmam que o pedido não é uma demanda comum porque ele não está em território francês. Dupond-Moretti disse que se trata de uma tentativa com base em questões humanitárias e de saúde, e argumenta que Assange demonstra estar sofrendo sinais de tortura psicológica.
“O artigo 53 da nossa constituição permite que a França dê refúgio a uma pessoa que está sendo ameaçada por motivos de sua liberdade de expressão”, ele afirmou.
Em 2015, Assange já tinha feito um pedido semelhante à França, sem sucesso.
Assange, 48, passou sete anos na embaixada do Equador em Londres antes de ser retirado, em abril de 2019.
Ele responde a 18 processos, inclusive de conspiração para hackear computadores do governo e violar leis de espionagem. Ele pode ficar décadas preso, caso seja condenado.
Assange está preso em Londres, e a juíza Vanessa Baraitser vai ouvir argumentos na semana que vem sobre a permanência dele no Reino Unido ou a extradição para os EUA.
Nascido na Austrália, Assange ficou conhecido em 2010, quando o WikiLeaks publicou material classificado do exército dos EUA. Havia um vídeo que mostrava um ataque feito por helicópteros apache em Bagdá que mataram uma dúzia de pessoas, inclusive dois repórteres da Reuters.
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Fonte: MUNDO

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