FMI diz que dívida argentina é 'insustentável' em meio a temores de calote


Comunicado veio num momento em que o país está tentando evitar o calote de cerca de US$ 100 bilhões em empréstimos e títulos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta quarta-feira (19) que a dívida da Argentina é “insustentável” e que credores privados precisarão dar uma contribuição significativa para que o país se restabeleça.
O comunicado veio em momento em que o Fundo conclui visita de uma semana ao país, que está tentando evitar o calote de cerca de US$ 100 bilhões em empréstimos e títulos, em meio a uma recessão e inflação elevada.
O FMI disse que a forte elevação da dívida pública significa que o país precisaria de uma “operação de dívida definitiva — demandando uma contribuição significativa de credores privados” para restaurar a sustentabilidade da dívida.
Em Buenos Aires, manifestante segura cartaz contra o novo pedido de ajuda da Argentina ao FMI
Martin Acosta/Reuters
O comunicado oferece suporte ao novo governo peronista da Argentina, que tem insistido que o país não pode pagar suas dívidas a não ser que ganhe tempo para reavivar o crescimento. A Argentina espera concluir suas negociações de dívida até o final de março.
A dívida global do país soma US$ 311 bilhões, o que equivale a quase 90% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Juros em queda
Nesta quarta-feira, o Banco Central do país reduziu a taxa básica de juros para 40% ao ano, ante patamar anterior de 44%, visando reativar a atividade econômica após a desaceleração da inflação.
Esse foi o sétimo corte na taxa de juros desde que o novo governo peronista assumiu, em dezembro.
Fonte: ECONOMIA

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