Coronavírus começa a impactar setores da economia de Uberaba


Faltam produtos no comércio e aditivos para a indústria de fertilizantes. Maiores impactos devem ocorrer no agronegócio, principal atividade comercial do Triângulo Mineiro. Epidemia de coronavírus na China e o impacto nas cadeias de produção atrasa entrega de materiais em Uberaba
Reprodução/TV Integração
A epidemia de coronavírus na China e o impacto nas cadeias de produção começaram a atingir alguns setores da economia em Uberaba. Além da falta de produtos no comércio, falta aditivos para a indústria de fertilizantes, o que tem prejudicado os negócios para empresários da cidade.
Um professor de comércio exterior prevê maiores impactos no agronegócio, principal atividade comercial do Triângulo Mineiro.
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Em uma empresa de aditivos para fertilizantes, uma das matérias-primas para o melhoramento do adubo é importado da China, mas o produto não chega desde o fim de janeiro.
“O nosso material que estava para embarcar ficou parado mais de uma semana. Isso gerou atrasos nos nossos prazos, perdi vendas por não ter o material – em torno de 20% das nossas vendas. Prejudicou muito, porque hoje estou com a minha produção parada devido a essa questão do coronavírus”, contou Eliane Badan, sócia-proprietária da empresa.
Epidemia do coronavírus na China começa a impactar alguns setores da economia em Uberaba
Eliane também enfrenta problemas com a compra de corantes. “A gente compra de fornecedores nacionais que importam da China e eles tiveram o mesmo problema. Eles tiveram que formular com matérias-primas nacionais e nos repassar. A gente teve um aumento de cerca de 30% do nosso custo e eu não posso repassar isso para o cliente, porque eu tenho um contrato. Então, é mais um custo que tive que absorver”, acrescentou.
O empresário Gustavo Ricciopo, que importa soluções tecnológicas com uso da internet, tem outra dificuldade: receber os projetos de equipamentos industriais de grande porte. São maquinários negociados com os chineses em nome de indústrias mineiras.
“O equipamento industrial, por exemplo, vai ter um atraso na entrega final, talvez de um mês, por causa do coronavírus. Mas o cliente já está ciente e sabendo que vai ter esse atraso. O nosso fornecedor tem estoque de películas na China, mas ele está impedido de ir até a fábrica para nos enviar”, afirmou.
Empresária também enfrenta problemas com a compra de corantes pára a produção de fertilizantes
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Avaliação do impacto
De acordo com Leandro Oliveira, professor de comércio exterior, se a China não produz, a economia brasileira desacelera. Mesmo com as negociações retomadas aos poucos, o momento é de incertezas.
“A expectativa, em curto prazo, é que quase 10% do volume total que a China produz não vai ser entregue nos próximos meses. Para os brasileiros, há impacto na indústria. A gente pode ter uma desaceleração da indústria devido à falta de abastecimento de recursos”
No Triângulo Mineiro, o professor prevê maiores impactos no agronegócio, principal atividade comercial da região.
“A gente pode ser afetado devido à falta de abastecimento de determinadas matérias-primas, principalmente para a indústria de inseticidas e fertilizantes. É esperado, até meados de julho deste ano, que algumas perspectivas sejam traçadas para a solução desse grande problema”, avaliou.
Previsão é de maiores impactos no agronegócio, principal atividade comercial da região do Triângulo Mineiro
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Fonte: ECONOMIA

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