Dólar opera em alta e volta a bater R$ 4,35


Na véspera, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,68%, a R$ 4,3290. Notas de dólar
Gary Cameron/Reuters
O dólar segue em trajetória de alta nesta terça-feira (18), voltando a bater R$ 4,35, acompanhando o movimento de valorização de moedas seguras no exterior em meio a temores sobre o impacto econômico do surto de coronavírus.
Às 10h30, a moeda norte-americana subia 0,37%, negociada a R$ 4,345. Na máxima até o momento, chegou a R$ 4,35. Já o dólar turismo era vendido a R$ 4,54, sem considerar a cobrança de IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras). Veja mais cotações.
Na véspera, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,68%, a R$ 4,3290, após ter encerrado a semana passada em queda.
Na parcial do mês, a moeda norte-americana tem alta de 1,03%. No ano, já subiu 7,96%. Na quarta-feira passada (12), o dólar alcançou a cotação recorde de fechamento de R$ 4,3505; na máxima intradia, chegou a R$ 4,3535.
Os temores com a disseminação do coronavírus voltaram ao radar dos agentes financeiros nesta terça-feira, após o alerta da Apple de que não conseguirá cumprir as metas de receita no período entre janeiro e março por causa da doença.
Já os preços do petróleo recuavam pós ter subido nas cinco sessões anteriores, com o Brent caindo abaixo de US$ 57 por barril.
Segundo a Reuters, o Banco Central ofertará nesta terça-feira até 13 mil contratos de swap tradicional com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, para rolagem de contratos já existentes.
Além das preocupações sobre o impacto do coronavírus na economia global, o dólar mais valorizado nas últimas semanas também tem refletido os juros em mínimas históricas no Brasil e as perspectivas sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira em 2020.
“No início do ano, havia otimismo e as previsões para o crescimento econômico do Brasil eram superiores a 2%. À medida que o ano começou a avançar, as previsões tiveram de ser reduzidas significativamente”, disse à Reuters You-Na Park-Heger, estrategista de câmbio do Commerzbank. Para ela, o mercado continuará focado nos dados nas próximas semanas e os indicadores “precisariam ser muito positivos para conter a especulação sobre mais flexibilização monetária”.
A redução sucessiva da Selic desde julho de 2019 diminuiu o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar. Isso elevaria a cotação da moeda.
Perspectivas
O mercado brasileiro manteve a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,25% ao ano, segundo pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira. Atualmente, a taxa de juros já está neste patamar.
Já a previsão do mercado para a alta do PIB em 2020 foi reduzida para 2,23%. A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu em R$ 4,10 por dólar. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,10 para R$ 4,11 por dólar.
Entenda o impacto econômico da epidemia do novo coronavírus
Enquanto Legislativo e Executivo expõem ruídos sobre o curso da agenda reformista, departamentos econômicos e gestoras começam a reduzir as projeções para o crescimento da economia, citando potenciais efeitos do surto de coronavírus e a divulgação de indicadores que sinalizaram um fim de 2019 menos animador para a economia.
A reforma tributária, a administrativa (que mexe com o funcionalismo público) e a PEC emergencial (a qual aciona gatilhos para evitar o descumprimento de regras fiscais) são as três principais propostas no radar do mercado para 2020. Privatizações e mais concessões também estão no cenário.
Variação do dólar em 2020
Arte/G1
Fonte: ECONOMIA

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