Matador de aluguel que trabalhou para Escobar morre de câncer aos 57


Popeye, como era conhecido John Jairo Velásquez Vásquez, foi condenado 13 vezes e esteve preso durante 23 anos, saiu e foi detido novamente. Imagem de Popeye, um matador de aluguel que trabalhou para Pablo Escobar, em 25 de maio de 2018
Joaquin Sarmiento / AFP
Popeye, um assassino de aluguel que trabalhou para o Cartel de Medelín, de Pablo Escobar, morreu nesta quinta-feira (6) de câncer no esôfago em Bogotá, na Colômbia.
John Jairo Velásquez Vásquez, o nome verdadeiro de Popeye, tinha 57 anos. Ele estava preso desde maio de 2018 por extorsão, de acordo o jornal colombiano “El Tiempo”, que classificou Popeye como um dos piores criminosos da história do país.
Antes disso, já tinha cumprido outras penas –foi condenado 13 vezes e ficou 23 anos preso. Nesse período, ele passou a colaborar com a Justiça e parte de suas confissões foram usadas em investigações que envolveram autoridades colombianas como um senador, um general e um ex-diretor do departamento de segurança.
No fim do ano passado, ele foi transferido para um hospital porque já estava em fase terminal.
Ele entrou no grupo de Escobar aos 23.
“Pablo Escobar era um assassino, um terrorista, um traficante de drogas, um sequestrador, um vigarista, mas ele era meu amigo”, disse Popeye à France Presse em 2015.
Ele afirmava que não se lembrava de quantas pessoas matou. “Quando se chega a um nível, não se conta mais. Eu não fazia uma marca cada vez que matei alguém”, ele disse.
Ele se entregou à Justiça em 1992, e saiu pela primeira vez em 2014, segundo o “El Tiempo”. Tinha um canal de vídeos na internet chamado “Popeye Arrependido”.
Veja abaixo uma entrevista com uma antiga amante de Escobar.
Entrevista exclusiva com Virgínia Vallejo, ex-amante de Pablo Escobar
Fonte: MUNDO

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