Empresa aérea de Hong Kong pede a 27 mil funcionários que tirem licença não remunerada por epidemia

Empresa passa por ‘uma das férias de Ano Novo chinês mais difíceis’ de sua história, disse CEO. A principal companhia aérea de Hong Kong, a Cathay Pacific, pediu a seus 27 mil funcionários que tirem três semanas de licença não remunerada para evitar a propagação do novo coronavírus, anunciou o CEO da empresa, Augustus Tang.
“Espero que todos participem, desde nossos funcionários que estão na linha de frente (em contato com os clientes) até nossos executivos, e que compartilhem nossos atuais desafios”, declarou Tang.
A doença surgiu em dezembro em um mercado de Wuhan, no centro da China, e se propagou rapidamente no fim de janeiro, durante as férias de Ano Novo Lunar, habitualmente um período de forte demanda para as companhias aéreas da região.
Em uma mensagem de vídeo aos funcionários, Tang advertiu que a Cathay, afetada ano passado por meses de manifestações em Hong Kong, está passando por “uma das férias de Ano Novo chinês mais difíceis” de sua história em consequência da epidemia.
“E não sabemos quanto tempo vai durar. Com uma perspectiva tão incerta, preservar nosso fluxo de caixa é agora a chave para proteger nosso negócio”, completou.
Tang disse ter consciência de que é difícil compreender o que a empresa pede. “E talvez tenhamos que tomar outras medidas. Mas apoiando esta licença especial, vocês nos ajudarão em um tempo de necessidade”, completou.
O executivo pediu aos fornecedores que reduzam os preços e afirmou que a companhia aérea deve fazer ajustes a curto prazo em sua capacidade, confirmando em particular a redução de 90% de seus voos para a China continental.
Morte pelo novo coronavírus em Hong Kong é a 2ª fora da China continental
Quarentena
Nesta quarta-feira, o governo do país impôs uma quarentena de 14 dias para quem chegar da China continental por causa da epidemia do novo vírus. Hong Kong tem 21 casos confirmados de infecção pelo vírus, sendo que três pessoas não chegaram a viajar para a China, o que sugere que houve transmissão local.
Mais de 24 mil casos da doença foram confirmados em vários países. Na terça-feira (4), subiu para 492 o número de mortes. Dessas mortes, 491 ocorreram na China (incluindo uma em Hong Kong) e uma nas Filipinas, a primeira fora do país onde surgiu o surto.
No Brasil, foram registrados 13 casos suspeitos: no Rio de Janeiro (1), São Paulo (6), Rio Grande do Sul (4) e Santa Catarina (2).
Fonte: ECONOMIA

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