Bolsas de NY recuperam parte das perdas da sessão anterior


O Dow Jones terminou a sessão em alta de 0,51%, enquanto o S&P 500 subiu 0,73% e o índice eletrônico Nasdaq avançou 1,34%. Os investidores buscaram se desvencilhar do sentimento negativo que predominou nos mercados acionários na semana passada e ampliaram a demanda por ações nesta segunda-feira (3), devolvendo parcialmente as perdas relacionadas ao surto de coronavírus.
Com exceção do setor de energia, pressionado pela nova queda nos preços do petróleo, os outros dez índices setoriais do S&P 500 fecharam o dia em alta ou muito próximos da estabilidade.
Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones terminou a sessão em alta de 0,51%, aos 28.399,81 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,73%, aos 3.248,92 pontos. O índice eletrônico Nasdaq encerrou o pregão em alta de 1,34%, aos 9.273,40 pontos.
Wall Stree é a sede das principais bolsas de NY como a New York Stock Exchange (NYSE)
Reuters
Após o tombo de cerca de 2% na última sexta-feira (31), os investidores buscaram ajustar posições nesta segunda e aproveitaram a oportunidade de entrada no mercado, com a queda nos preços.
Segundo Michael Mullaney, diretor de pesquisa de mercado global da Boston Partners, os investidores de ações dos Estados Unidos podem ter visto a liquidação de sexta-feira como uma oportunidade de compra. Ele observou que, nos episódios de surtos passados, como o da síndrome respiratória aguda grave (SARS), as ações tendem a cair inicialmente, mas acabam se recuperando quando a taxa de novas infecções diminui.
“Historicamente, o mercado geralmente se sai muito bem quando você vê uma desaceleração no aumento de novos casos de infecção”, disse Mullaney.
Melhora da indústria
Contribuiu também para o sentimento otimista a leitura positiva do índice de atividade do setor manufatureiro do Instituto para a Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês), que registrou a primeira expansão da indústria americana em seis meses.
O PMI do ISM subiu para 50,9 pontos em janeiro, superando os 47,8 pontos da leitura anterior, de dezembro, e acima da expectativa dos analistas consultados pelo “Wall Street Journal”, de 48,5 pontos no período.
Petróleo
No mercado de commodities, no entanto, os ativos enviaram sinais mais pessimistas. Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda, levando ambas as referências da commodity a fechar em “bear market”, que é normalmente definido por uma queda de mais de 20% de um ativo em relação ao pico recente.
O petróleo Brent para abril fechou em queda de 3,83%, a US$ 54,45 por barril, acumulando perdas de 20,98% em relação ao pico alcançado no dia 6 de janeiro, de US$ 68,91. O petróleo WTI para março, por sua vez, fechou em queda de 2,81%, a US$ 50,11 por barril, acumulando perdas de 20,79% desde o pico de US$ 63,27, alcançado no mesmo dia.
Com isso, o setor de energia do S&P 500 foi o único a recuar de maneira significativa na sessão (-1,34%), aprofundando as perdas do ano. No acumulado de 2020, o segmento já se desvalorizou 12,37%.
De acordo com o último levantamento da FactSet, realizado na sexta-feira, 45% das empresas do S&P 500 já haviam reportados os resultados corporativos do quarto trimestre. Segundo John Butters, analista de lucros na companhia, 69% das empresas superaram a estimativa dos analistas, o que está abaixo da média dos últimos cinco anos.
As projeções apontam para uma queda de 0,3% nos lucros corporativos do quarto trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Se confirmada a queda, seria o quarto trimestre consecutivo de desaceleração nos lucros das companhias do S&P 500.
“Sete setores estão registrando um crescimento nos ganhos anuais, liderados pelo setor de Serviços Públicos. No entanto, quatro setores estão relatando um declínio nos lucros anuais: Energia, Industrial, Materiais e Consumo Discricionário”, escreveu Butters.
Fonte: ECONOMIA

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