China reporta 350 casos de morte por coronavírus


Foram registrados 56 novos casos na província de Hubei, epicentro da doença no país. A província chinesa de Hubei, epicentro de uma epidemia de coronavírus, registrou 56 novas mortes pelo surto no domingo (2), elevando o total para 350, informou a comissão local de saúde na manhã de segunda-feira (3) na China.
A província também confirmou 2.103 novos casos de infecção em 2 de fevereiro, com o total atingindo 11.177.
Brasil
O Ministério da Saúde informou neste domingo (1) que o Brasil segue com 16 casos suspeitos do novo coronavírus 2019 n-CoV. Nenhum caso foi confirmado.
Metade dos pacientes está em São Paulo. Há suspeitas também no Ceará (1), Paraná (1), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (4).
Outros dez casos foram descartados: Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1) , São Paulo (2), Paraná (1), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (3).
Não houve alterações no número de casos suspeitos e descartados desde o último levantamento divulgado nesta sábado (1º) pela pasta.
Casos no Brasil
Neste domingo foi confirmada a primeira morte pelo novo coronavírus fora da China. A vítima é um chinês de 44 anos que estava em Manila, na Filipinas, e é o segundo caso da doença confirmado no país.
O novo coronavírus já matou 304 pessoas na China e infectou mais de 14,3 mil.
Coronavírus: O que se sabe sobre a primeira morte fora da China
Um grupo de brasileiros na China fez um apelo neste domingo ao governo de Jair Bolsonaro para a retirada de cidadãos do país afetado pelo surto do coronavírus. O Planalto disse que não vai comentar o pedido.
Brasileiros na China fazem apelo em vídeo pedindo repatriação
Emergência de saúde pública
Na última quinta-feira (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que os casos do coronavírus 2019 n-CoV são uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
São milhares de infecções na China e em 23 países. Com isso, uma ação coordenada de combate à doença deverá ser traçada entre diferentes autoridades e governos.
“Devemos lembrar que são pessoas, não números. Mais importante do que a declaração de uma emergência de saúde pública são as recomendações do comitê para impedir a propagação do vírus”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Infecções mais rápidas
Os casos do 2019-nCoV estão se espalhando mais rápido, mas matam menos do que a Síndrome Respiratória Aguda Grave, SARs-CoV, que causou um surto na China entre 2002 e 2003, e do que o H1N1, vírus que levou a uma pandemia em 2009 e que continua fazendo vítimas.
A Sars levou à morte 916 pessoas e contaminou 8.422 durante toda a epidemia (2002 a 2003). A taxa de letalidade é de 10,87%. Isso representa quase 11 mortes a cada 100 doentes. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS).
As duas infecções são causadas por vírus da família “coronavírus”, e recebem este nome porque têm formato de coroa.
Se comparados a outro vírus que causa doença respiratória, como o H1N1, o número de pessoas que morrem é maior do que o registrado pelo coronavírus. Em 2019, somente no Brasil, 796 pessoas morreram com H1N1 e 3.430 foram infectados. Ou seja, a gripe matou 23,2% dos pacientes internados no Brasil com sintomas, ou 23 a cada 100 doentes.
Recomendações
Os especialistas recomendam a “etiqueta respiratória” para evitar a transmissão: cobrir a boca com a manga da roupa ou braço em caso de tosses e espirros e sempre lavar as mãos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que os serviços de saúde adotem protocolos de prevenção antes, durante e depois da chegada do paciente, com desinfecção e ventilação de ambientes.
Para quem trabalha em pontos de entrada no país, como aeroportos e fronteiras, é recomendado o uso de máscaras cirúrgicas.
Caso haja algum caso suspeito em aviões, navios e outros meios de transporte, é recomendado usar máscara cirúrgica, avental, óculos de proteção e luvas. A inspeção de bagagens deve ser feita com máscara cirúrgica e luvas.
Ciclo do novo coronavírus – transmissão e sintomas
Aparecido Gonçalves/Arte G1
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Fonte: SAUDE

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