Adesão à greve suspende trocas de turnos dos petroleiros na refinaria de Paulínia, diz sindicato


Categoria reivindica suspensão de demissões em fábrica do Paraná e cumprimento de acordo coletivo de trabalho. Petrobras vê movimento ‘descabido’ e diz que mantém compromissos. Petroleiros em frente à Replan, na noite de sexta-feira
Jorge Alberto Borges Nascimento
A adesão de petroleiros da Refinaria de Paulínia (Replan) à greve da categoria deflagada em dez estados provocou a suspensão das trocas de turnos, segundo o sindicato da categoria (Sindipetro). A entidade diz que um grupo de 60 funcionários entrou na empresa às 16h30 de sexta-feira (31), deveria sair 23h30, mas permanecia no local até esta publicação porque temem ser punidos pela Petrobras caso saiam. A Replan é a maior refinaria da Petrobras no país
Ainda de acordo com a entidade que representa os petroleiros, um abaixo-assinado foi enviado aos gestores locais com pedido de substituição dos funcionários por um grupo de contingência formado por supervisores, coordenadores e funcionários de confiança. Veja abaixo o que diz a empresa.
A categoria cobra a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), que devem afetar pelo menos 1 mil famílias, segundo a federação. Além disso, reivindica negociação com a Petrobras para cumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho e “suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores”
Em assembleia, os funcionários da Replan decidiram manter a greve neste domingo e uma nova discussão está prevista para as 17h.
Replan registra alta na produção e petróleo refinado é o maior em três anos
O que diz a Petrobras?
Em nota, a empresa informou que tomou as providências necessárias para garantir a continuidade da produção de petróleo e gás, o processamento nas refinarias, o abastecimento do mercado de derivados e as condições de segurança dos trabalhadores e das instalações.
“A Petrobras considera descabido o movimento grevista anunciado pela FUP, pois as justificativas são infundadas e não preenchem os requisitos legais para o exercício do direito de greve. Os compromissos pactuados entre as partes vêm sendo integralmente cumpridos pela Petrobras”, diz nota da assessoria.
A paralisação começou após a Petrobras iniciar a fase vinculante de venda de ativos em refino, que inclui: Refinaria Isaac Sabbá (Reman) no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) no Paraná; assim como ativos logísticos correspondentes.
A empresa também iniciou nesta semana a etapa de divulgação da venda da totalidade de suas participações nas usinas de energia Eólica Mangue Seco 1 e Eólica Mangue Seco 2.
O G1 aguarda um posicionamento da Petrobras sobre as trocas de turnos na Replan.
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Fonte: ECONOMIA

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