Dólar opera estável, mas ronda patamar de R$ 4,25


No dia anterior, a moeda norte-americana encerrou o dia em valorização de 0,90%, vendida a R$ 4,2574. Ibovespa e bolsas asiáticas fecham pregão no vermelho; dólar sobe
O dólar opera estável nesta sexta-feira (31), de olho nos desdobramentos dos riscos relacionados ao coronavírus e seu possível impacto econômico na China.
Às 9h04, a moeda norte-americana subia 0,1%, vendida a R$ 4,2611. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana encerrou o dia em valorização de 0,90%, vendida a R$ 4,2574. O recorde histórico foi alcançado no dia 27 de novembro do ano passado, quando o dólar fechou a R$ 4,2584. No ano, a moeda já acumula alta de 5,22%.
Coronavírus
Em todo o mundo, investidores temem as consequências do surto de coronavírus para o crescimento da segunda maior economia do mundo, o que tem impulsionado o dólar.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira que a epidemia de coronavírus na China agora constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional. O número de mortos pelo vírus já passa de 200 em 21 países. A China continua sendo o mais afetado.
O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o coronavírus
O receio do mercado é que o surto afete a demanda dos consumidores e tenha impactos mais diretos e abrangentes sobre a atividade econômica, uma vez que o mercado tem na memória a epidemia de SARS de 2002 a 2003, também na China.
Os mercados emergentes, como o Brasil, sofrem mais porque são grandes exportadores de commodities, principalmente minério de ferro. Com a expectativa de revisão para baixo da demanda chinesa por esses produtos, a perspectiva é de que entre menos dólar nesses países, e por isso a procura pela moeda aumenta, e o preço sobe”, explicou Fabrizio Velloni, chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora à Reuters.
Segundo Velloni, caso o cenário na China fique mais positivo em função de algum fato novo, como uma possível vacina para o vírus, o câmbio pode rapidamente voltar a um patamar mais baixo. “Em momentos de crise o pessoal precifica muito mais alto. E depois o mercado volta à racionalidade”, afirmou.
Variação do dólar em 2020
Arte/G1
Fonte: ECONOMIA

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