Comissão de direitos humanos diz que Chile vive uma 'grave crise'


Violência em protestos deixaram 31 mortos entre outubro e janeiro. Forças de segurança entram em confronto com manifestantes no centro de Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (31)
Martin Bernetti/AFP
O Chile “está passando por uma grave crise de direitos humanos”, informa um relatório preliminar divulgado nesta sexta-feira (31) apresentado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O país vive desde outubro protestos marcados pela violência, que deixou 31 mortos desde outubro.
Após pedir um minuto de silêncio pelos mortos nos protestos, Esmeralda Arosemena, presidente da CIDH, fez a apresentação do documento em Santiago. O relatório final, com os números consolidados, deve sair nos próximos meses.
Manifestante monta barricada no centro de Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (31)
Martin Bernetti/AFP
“Quero partir de uma ideia central que tem a comissão, que é o reconhecimento que hoje o Chile vive uma situação de grave crise em relação aos Direitos Humanos”, afirmou Arosemena.
O documento — divulgado após uma semana de trabalho de uma equipe da CIDH — manifesta que durante as mobilizações ocorreram “vários casos de abusos, detenções e usos desproporcionais da força”, por parte dos agentes de segurança do estado, devido a uma “falta de alinhamento aos padrões internacionais na gestão dos protestos”.
Violência policial
ONU aponta violações de direitos humanos no Chile durante protestos
A polícia chilena tem sido alvo de questionamentos por organismos humanitários pelo uso abusivo força para conter as manifestações no país e que deixou duras sequelas. A ONU chegou a apontar violações de direitos humanos no Chile (veja no VÍDEO acima).
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Entre os casos que mais repercutiram destaca-se o número de pessoas com lesões graves nos olhos, cerca de 400, por disparos de armas não letais e balas de borracha durante confrontos com manifestantes.
Ativistas carregam manifestante ferido durante protesto em Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (31)
Martin Bernetti/AFP
Segundo um relatório apresentado nesta sexta-feira pelo Ministério Público chileno, 31 pessoas morreram até 28 de janeiro, quatro delas por ação de agentes do estado e dois que estavam sob custódia policial. Mais de 5.,5 mil pessoas foram vítimas de violações dos direitos humanos.
A CIDH pediu às autoridades chilenas que “adotem medidas imediatas para cessar os atos de abuso da força” e que sejam investigadas as denúncias de violações dos direitos humanos para punir os culpados.
O organismo dependente da Organização dos Estados Americanos (OEA), acrescentou que mais 4 mil agentes de segurança forma feridos nos distúrbios.
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Fonte: MUNDO

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