Brasil precisa fazer o dever de casa para neutralizar impacto econômico do coronavírus

O risco de agravamento da crise do coronavírus gera um sinal de alerta dentro do governo. Mas, por enquanto, não é um caso grave para a economia brasileira por ainda não ser possível dimensionar os impactos sobre o Brasil.
Mesmo assim, destacam assessores do presidente Jair Bolsonaro, a crise é mais um motivo para o país fazer o seu dever de casa, que é seguir aprovando as reformas estruturais e reduzindo o buraco das contas públicas.
Por enquanto, a equipe do Ministério da Economia ainda não tem dados concretos para dimensionar em quanto a economia chinesa vai retrair por causa do coronavírus.
Na avaliação de assessores, algum impacto haverá, mas ele pode ser pequeno se a propagação do vírus for contida nas próximas semanas. Se aumentar a difusão do vírus, o “baque” será maior e vai atingir a economia mundial num momento de desaceleração.
Diante desse cenário, como forma de precaução, os assessores presidenciais dizem que o melhor caminho é o Brasil seguir fazendo o que está a seu alcance, que é aprovar novas reformas no Congresso e reduzir o déficit público.
Com isso, avaliam que o país teria condições de não apenas neutralizar eventuais efeitos negativos na economia brasileira, mas de registrar um crescimento mais robusto em 2020.
O governo Bolsonaro está focado em aprovar novas medidas no Congresso principalmente depois dos dados do final do ano passado, indicando que a economia não está crescendo no ritmo desejável.
Inicialmente, a equipe econômica estava mais otimista. Porém, os números de novembro e dezembro indicaram que o país segue crescendo, mas não no ritmo imaginado.
O Ministério da Economia ainda acredita que o país vai crescer 2,5% neste ano. Mas alguns economistas ainda estão com um pé atrás, principalmente pelo cenário de maior incerteza no mundo.
Os mais conservadores falam em crescimento próximo de 2%, o que já seria quase o dobro do registrado em 2019, mas ainda aquém do necessário para reduzir, por exemplo, o desemprego no Brasil de forma mais intensa.
Fonte: ECONOMIA

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