Azul espera subarrendar jatos da Embraer para acelerar troca por outro modelo


Empresa está tentando se livrar de seus aviões mais antigos. Ações da empresa subiram mais de 6%. Avião da companhia aérea azul, que pretende subarrendar jatos da Embraer
Sergio Moraes/Reuters
A Azul anunciou nesta terça-feira (28) que assinou contratos preliminares para subarrendar toda a sua frota da aeronave Embraer E195, com mais da metade indo para uma companhia aérea ligada ao fundador David Neeleman.
Neeleman, fundador da Azul, da JetBlue e de uma startup chamada Breeze Aviation nos Estados Unidos, receberá até 28 aeronaves Embraer E195, sujeitas a determinadas aprovações, disse a Azul.
Uma companhia aérea polonesa chamada LOT subarrendará as aeronaves restantes, sujeita a certas confirmações.
A Azul possui um total de 53 aviões Embraer E195.
Os acordos foram uma boa notícia para a Azul, que está tentando se livrar de seus aviões mais antigos da Embraer, conforme passa a utilizar uma nova geração de jatos com maior eficiência de combustível.
As aeronaves Embraer E2 têm um custo por viagem 14% menor, e um custo unitário 26% menor em comparação aos E195s, além de ter 18 assentos adicionais, destaca o Valor Online.
A projeção da companhia é de que a substituição deve gerar um fluxo de caixa operacional incremental de aproximadamente R$ 2,9 bilhões entre 2020 e 2027, bem como um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização de R$ 4,8 milhões nesse mesmo período
As ações da empresa subiam mais de 6% por volta das 13h desta terça-feira
A Azul e a LOT já assinaram uma carta de intenção de subarrendar 18 aeronaves e, provisoriamente, outros 14 aviões sujeitos à aprovação da LOT, de acordo com um documento de valores mobiliários.
A Breeze deverá subarrendar até 28 aviões sujeitos à aprovação dos acionistas da Azul, informou o documento.
A projeção da Azul é de que o modelo E2, da Embraer, passe de 4 unidades em 2019 para 62 aviões já em 2022. Para 2020, a estimativa é de que a Azul termine com 29 aeronaves Embraer E2, 55 Airbus A320neo Family, 11 Airbus A330, 33 ATRs e 27 Embraer E1. Em 2022, a empresa espera não voar com nenhum E1.
“Os A320neos [da Airbus] e E2s [da Embraer] são os principais pilares da nossa meta de aumentar significativamente a receita e a rentabilidade, ao mesmo tempo em que crescemos com responsabilidade nos próximos cinco anos”, disse o executivo em comunicado divulgado pela empresa.
Fonte: ECONOMIA

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